Observações de um Professor
Por João Paulo Fernandes
Um momento de entrega e busca da auto-percepção do corpo do ator – foi assim que me tocou a aula de Expressão Corporal orientada por André Cruz no dia 22/03/11 na sala da turma do curso técnico em Arte Dramática/ SENAC.
Os alunos deitaram-se no chão e foram “acordando” as articulações. Depois, vendados, começaram a se movimentar pelo espaço, descobrindo as limitações e buscando a fluência. Ao som das palmas os alunos deveriam parar para perceber como estava o corpo. Não era permitido o uso da voz (mas para que se o corpo já falava muito?).
Num determinado momento o ator precisava descobrir quem era a pessoa que ele tocava, quando tocasse num outro, por acaso.
A todo instante eram lembrados os planos (alto – médio – baixo).
Conforme o medo era perdido as imagens ficavam mais instigantes.
Até que a ordem foi –“ ao se encostar, cole no outro e siga assim até virar um bloco só com a sala toda.” E isso foi, pouco a pouco, acontecendo. A turma virou uma massa que se movia. O todo era agitado pelo individual de cada ator.
O exercício foi finalizado com todos desmembrados do grupo, estáticos, depois deitados reorganizaram a respiração.
Partilha em círculo.
(muitos ainda não aprenderam a ouvir)
- Embora o grupo tenha uma união visível a todos não significa que exista a confiança.
- Muitos ainda necessitam se empenhar na CONCENTRAÇÃO (risadas, expressões sonoras ainda acontecem, mesmo quando o professor orienta pedindo o silêncio)
- Necessidade de INTERIORIZAÇÃO. Nem tudo numa aula de teatro é festa e algazarra. É preciso que o ator silencie na sua solidão artística para que possa perceber o que está acontecendo consigo mesmo.
Depois disso... FESTA – com direito a bolo (delicioso), salgadinhos, refrigerante, fotos! Tudo isso para celebrar os diversos aniversários que foram comemorados desde o início do ano até hoje. Eita povo Festivo!
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