domingo, 1 de maio de 2011

Bate papo em relação à Leitura Dramática - Parte 2

 E após, começou os comentários do João Paulo em relação a apresentação de cada grupo. Segue abaixo, o que foi falado com cada grupo.

" - Teatro Grego

 Para começar, acabaram pegando um texto totalmente errado ao tema, pois acabaram pegando um texto narrativo e não um texto para teatro. Um toque dado, foi para não ler as rubricas que se tem no texto, quando as tiver. Acabou faltando alma no texto, estavam lendo muito mal, errando palavras, não as pronunciando muito bem, até por se tratar de palávras não usadas no nosso cotidiano.

- Shakespeare

 Houve uma preocupação muito grande com a imagem, com a parte exterior, o que é bom, mas acabou faltando intimidade com o texto. A leitura não estava verdadeira, acabou ficando muito distante do queria passar para o público. Faltou presença em cena. Estavam se escondendo muito, às vezes, até de costas para o público, não que não seja permitido, mas não era o caso. Além da Fernanda, falar muito baixo, o que foi dado um toque para melhorar nessa parte.

- Comédia Dell'Art

 A adaptação não valorizou a dinâmica que se esperava da cena. Pois não existe Comédia Dell'Art parada, o que acabou tendo na apresentação. Poderiam ter feito uma adaptação um pouco melhor, cortar personagens, pois cada integrante fez dois personagens, onde um acabava ficando legal, bem caracterizado, mas o outro, eram os próprios atores que estavam em cena. Acabou faltando brincadeira com o método proposto. E acabou não sendo improviso, já foram direto para a cena escrita.

- Moliére

 Houve uma narração para contextualizar a cena, o que foi bem legal. Mas a narração em questão tem que ser interessante, e não apenas falar normalmente, pois acaba cansando o público. Não precisavam ler o nome dos personagens, pois acabava quebrando a cena, pois não deixava o público se envolver. Se viu praticamente, uma leitura branca do texto, não se via personagens e nem intenções nas falas, muito raramente, mas se via sim, atores dizendo o texto. E acabaram fazendo Moliére fracassar (mesmo que o mesmo tenha fracassado no drama), pois tinham que adaptar melhor o texto para favorecer os atores, acabou faltando comédia. E por último, fazer Moliére sentado, mata a história desde o começo. Pesou muito.

- Tennessee Williams, Ibsen e Pirandelo

 O Le buscava uma forma exterior, mas acabou não levando a verdade. Não se via o sentimento. Precisa entrar mais de cabeça no personagem em questão. Já o Vilsinho, fez uma boa pesquisa do personagem, já entrou mais a fundo, o que se via em palco, bem seguro. Já o Junior tem uma voz alta, mas tem que saber regular mais, além de ter pego o cigarro e nem saber o que fazia em cena com ele, pois acabou pegando sem querer. E o Louis, procurar trabalhar mais o foco no olhar. Acabava dispersando um pouco o olhar para o público e não para o colega de cena, mesma que a cena exigia tal atitude. E por fim, houve uma boa adaptação, havendo uma quebra de uma cena para a outra.

- Existencialismo

 Foi o único que conseguiu colocar em cena o tema estudado. Uma boa adaptação e um bom cenário. Apenas trabalhar mais na interpretação, que acabou faltando um pouco. Mostraram didaticamente o resultado esperado. Parabéns. Nota 10, segundo João Paulo.

- Teatro e Literatura

 Boa escolha do texto. Conseguiram mostrar que é possivel mostrar a Literatura no Teatro. Acabou pecando na interpretação. Não tinha o domínio do texto, além de intenções erradas em determinadas falas.

- Teatro Brasileiro

 A Gisele entrou olhando para o João Paulo, assim como já aconteceu em outros exercícios anteriores. Foi um vulcão em cena. Fez a cena, que era muito forte por sinal, mas a fez sem vergonha nenhuma. Começou a acreditar em si mesma, sem se preocupar com as outras pessoas. Só precisa dosar mais o personagem, usar diferentes tons para as falas. Já o Douglas, estava esperando vivenciar nesse dia, o que já havia vivenciado em outro momento ou lugar, pois já tinha feito esse texto antes, ou apenas lido ao menos. O que se viu, foi a sua frustação em cena, pois acabava se julgando durante o próprio espetáculo. Acabou mostrando o texto para a companheira, o que não se pode fazer, pois mata a cena naquele momento. E já a Gleici e a Andréa, viveram um esteriótipo. Buscaram uma forma externa, não houve interpretação no texto, no personagem. Acabamos rindo mais da Gleici, atriz, do que a sua personagem. E além de que, nós companheiros, temos que dar uma força a ela (Gleici), pois às vezes, em alguns exercícios, acabamos mostrando a Gleici e não o que ela pode passar como personagem. Então, é deixar a Gleici brincalhona lá fora, e somente trazer o que se julgar bom, para o personagem em questão.

E basicamente foi isso. Um bate papo muito proveitoso, onde podemos tirar as nossas dúvidas, comentar coisas que estavam incomodando e ouvir coisas também, que às vezes, não tinhamos ouvidos ainda.

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