Começamos a aula do dia 17/05, fazendo um aquecimento usando as brincadeiras e a sequência de movimentos já criadas por cada um, além de dar o texto. Sempre quando a luz estivesse apagada, fazíamos a sequência de movimentos, e quando a luz acendia, ai partíamos para as brincadeiras. Fizemos esse aquecimento durante um bom tempo.
Após, estipulamos uma sequência das cenas que seriam apresentadas, uma atrás da outra, sem serem interrompidas.E na "platéia" estávamos com uma presença muito importante, que era da nossa professora Renata Torraca. E ao término das cenas, veio os comentários.
O que vimos, é que algumas pessoas estão entendendo o exercício mais que os outros. E percebia-se claramente, que estava em cena ou não. Algumas atitudes, como arrumar cabelo, dentre outras coisas, fazendo-as sem pensar, cortava o clima totalmente da cena que estava sendo feita.
Temos que evitar cliches no nosso caso, lembrando sempre, que a experimentação de formas diferentes de fazer algo, é o que está movendo as nossas últimas aulas.
Outra coisa também visto em alguns atores, segundo os nossos professores, é que corporalmente conseguem demonstrar muitas coisas, sensações e etc, mas quando se dá o texto, acaba buscando outras coisas para se inspirar, o que acaba entrando numa certa "contradição" entre corpo e fala. Há uma busca imensa pela emoção, o que temos que tomar muito cuidado, para não haver um exagero e se tornar falso.
Quando se tem alguém em cena, e nós também fazemos parte da cena, mesmo que seja de fora, temos que pensar em alguma coisa ou buscar algo, condizente com a cena, e não ficar apenas olhando. Mas ter alguma reação, ou coisa parecida. Estarmos presentes, não apenas corpos em cima de um palco.
Fatores também como a voz, dicção, são algumas coisas que também precisam ser bem melhoradas na turma. Precisamos falar bem, projetar mais a nossa voz, dar as pausas no momento certo, pois é o básico do ator. Um ator que não saiba trabalhar a voz, o caminho fica bem mais dificil na vida. Temos que ser comunicadores.
E uma coisa bem importante falada também em sala de aula, foi em relação as brincadeiras com os colegas. Algumas cenas estão sendo mais fortes que outras, e às vezes certas brincadeiras, podem acabar constrangindo as pessoas que fizeram tal cena. O que temos que fazer, é dar opiniões para cada um poder melhorar sempre mais, pois consequentemente, o nosso espetáculo ficará melhor, pois não o fazemos sozinhos. Temos que saber ouvir as críticas quando vierem para nós, pensando sempre, que será um alerta para tentarmos melhorar alguma coisa.
E outra coisa bem importante também, é em relação a entendermos melhor o texto que estamos lendo e trabalhando em cima dele, a linguagem, a proposta estética do espetáculo. Usamos um pouco do teatro físico nesse exercício, onde o corpo interpreta o que quero passar para o público.
Podemos entender o texto fazendo-nos as seguintes pesquisas sobre os itens abaixo:
1- Período em que o texto foi escrito.
2- O autor.
3- Críticas e estudos sobre a obra.
4- Outros texto do mesmo autor.
E em relação a linguagem, podemos pensar nos itens abaixo:
1- Autores como Jerzy Grotowski / Eugenio Barba.
2- O simbolismo que se trata.
3- Impulso que o movimento gera internamente.
Sabemos que nada é por acaso...tudo tem um porque...e temos que saber disso, pois não podemos fazer alguma coisa, sem ter realmente um motivo, fazer por fazer.
Agora é pensar nisso e seguir em frente.
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