Na aula do dia 26/04 (terça-feira), começamos fazendo uma roda, onde a partir da uma primeira idéia de uma pessoa, iríamos em sequência dando continuidade a história criada desde então.
Feito isso, partimos para a improvisação, onde teríamos que encenar a história criada anteriormente. O que se viu, foi que acabamos fugindo um pouco da história e colocando situações ou piadas internas, o que não devemos fazer. Pois, para nós alunos, é engraçada e tal, mas para o público, ele não sabe o que está sendo falado ou comentado.
E outra coisa importante de ressaltar, foi em relação a um “comprar” a idéia do companheiro, o que não aconteceu várias vezes entre nós.
Depois criamos outra história, no mesmo estilo, sem piadas internas e tentando prestar mais atenção no que o companheiro estava dizendo. Houve com certeza, uma boa melhora em relação a história anterior.
Ai, em seqüência, criamos outras histórias, onde a primeira, teríamos que dizer frases, onde continham ações...mas que a história acabou, sem ter um final para ela. O que temos que prestar bastante atenção, termos uma coerência entre nós. E também, outra história, onde cada um dizia somente uma palavra, e que acabou correndo tudo bem. Um começo, um meio e um fim.
Depois, começamos a andar pelo o espaço, com ou sem o texto na mão, e dizendo em voz alta a nossa cena decorada...e assim que o JP nos tocava, tínhamos que continuar dizendo o texto, mas andando de costas, e somente viraríamos de frente, após o seu sinal novamente.
Após, começamos a trabalhar a “Valsa nº 6” , onde tínhamos que ter decorado uma cena e levarmos em sala de aula. Começamos em roda novamente, onde foi colocado uma bexiga amarela, e que a pessoa que estivesse com ela, teria que falar a cena ou frase decorada, do referido texto, podendo a transmitir para outra pessoa assim que achasse melhor, e as demais pessoas do elenco, tinham que ficar cantando um pequeno trecho de uma música que está no texto. Depois, foi colocado a bexiga azul, que pelo qual, quem estivesse com ela, teria que ir atrás de quem estava com a bexiga amarela, e assim que a pegasse, passaria a bexiga azul para outra pessoa, isso feito simultaneamente.
Logo após, entrou a bexiga laranja, onde teríamos que manuseá-las sempre em todos os planos, alto, médio e baixo, sem deixá-la cair, e sempre um companheiro ajudando ao outro, sempre que se via alguém em apuros. E ainda para complicar, entrou a bexiga rosa, onde quem estivesse com ela, teria que cantar alguma música, e quem quisesse, poderia pegar a bexiga e fazer a mesma coisa. E detalhe, as 4 bexigas, sendo usadas ao mesmo tempo, para ter uma complicação maior e ver até ia a nossa cooperação com o próximo, dentre outras coisas. Depois de um determinado momento, paramos de cantar a música, mas somente emitindo o som da mesma, com a boca fechada.
Nós, novamente em roda, começamos, pelo menos no começo, sempre em dois no centro da roda, a criar movimentos, de acordo com o música pelo qual estávamos cantando. E quando alguém já estava com o movimento definido, com um olhar, trocava com uma pessoa que estava de fora. E por ai foi, sempre havendo a troca entre os alunos. Após todos já terem feito os movimentos, começou a entrar mais gente na roda, 4 pessoas, depois 6, 8, 10 e depois todo mundo, fazendo o movimento e emitindo o som acima.
Fazíamos repetidamente, e o reflexo da repetição de movimentos, foi a exaustão. Um cansaço nítido em nós, onde teríamos que ficar cantando e se movimentando ao mesmo tempo, sem parar. E ia saindo um a um, sempre depois que o JP mandava sair. E por ai foi, saindo um de cada vez, até que ficou a última pessoa. E a explicação depois, foi que, quem foi deixado por último, precisa agir mais, sair um pouco da defensiva, pois acabamos tendo um certo “vício”, por já ter feito teatro em outro lugar, e as vezes, acaba se privando de criar coisas novas. O que temos que tentar sempre fazer algo diferente do que já sabemos ou fizemos.
Após o intervalo, continuamos com a série de movimentos, mas com uma diferença. Foi colocada uma bexiga amarela, onde teríamos que ficar atentos nela, para que não caísse no chão, e ao mesmo tempo, fazer o nosso movimento.
Se fosse necessário descaracterizar o movimento, para evitar que a bexiga caísse no chão, poderia, mas o ideal seria continuarmos fazendo o nosso movimento e ao mesmo tempo, fazer com que a bexiga estivesse sempre no ar. E no meio desse exercício, começamos a dar o texto, mas sempre um de cada vez, e a outra pessoa só poderia entrar e falar, se fosse com vigor, ai a outra pessoa teria que parar de falar e dar a vez para a outra. Um trabalho de equipe, onde temos que saber sempre o nosso lugar no palco, saber o momento do nosso companheiro falar.
Estamos trabalhando nesse momento a circunstância dada (Quem sou? Onde estou? E etc) e a ação física (o que me leva ou qual motivo me faz fazer algo).
E para a próxima aula, temos que decorar outro trecho da Valsa nº 6 e entregar um relatório da aula de hoje, respondendo as seguintes perguntas:
1- Porque você criou esta seqüência de movimentos?
2- A música inspirou em quê? (se essa rua, essa rua fosse minha...eu mandava, eu mandava...etc..)
OBS: Temos que ser sinceros sempre nos relatórios. Pois se ocultarmos ou mentirmos em alguma coisa, o único prejudicado estará sendo nós mesmo.
Dicas e Toques
1- São Jorge e o Dragão – Cia Cornucópia. Teatro Santa Rosa, dia 05/05 (R$10,00)
2- O outro lado pop – Cia das Cenas. Sesc, dia 11/05 (R$2,50).
3- Cabaret. Teatro Santa Rosa, com a presença de outras Cias, dia 30/04. (R$15,00).
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