domingo, 11 de setembro de 2011

Oficina de Composição Cênica e Dramaturgia de Animação...

 No dia de hoje (11/09 - domingo) fui até o Sesc fazer a oficina citada acima. E mais uma vez, infelizmente, não teve o público desejado pelo o grupo. Foram apenas dois participantes. Eu e a Ana Carolina, que é uma estudante de teatro aqui da cidade e que também foi em busca de um conhecimento maior sobre o Teatro de Animação. A oficina foi ministrada pelo Grupo Contadores de Estórias de Paraty-RJ, através do seu diretor Marcos Caetano Ribas e sua esposa Rachel Joffily Ribas, responsável pela criação dos bonecos da companhia.
 Inicialmente vimos um vídeo contando a trajetória do grupo, que por sinal foi de muita luta e de muito sucesso pelo o Brasil e pelo o mundo. Apresentações em vários países, dentre eles, EUA, Holanda, México, Peru, dentre outros. Mas o que chamou mais a atenção, foi que a carreira do grupo começou a engrenar depois de uma crítica feita por um crítico do Jornal "The New York Times", onde elogiava e muito um espetáculo que o grupo havia feito nos EUA. A partir daí, foi só deixar a água correr e colher os frutos de um trabalho muito bem feito por sinal.
 Após nós (eu e a Ana Carolina) nos apresentamos a eles, falando um pouco sobre nós e até mesmo das nossas pretensões profissionais e o porque da procura daquela oficina. Foi um bate papo muito legal, onde aprendemos rapidamente a mexer com um determinado tipo de boneco, tendo que ter em mente que não devíamos mexer muito a boca, mas somente quando tivesse a tônica da palavra.
 Aprendemos também que há uma grande diferença entre o ator e o ator manipulador. Uma pessoa que não é ator, não saberá manusear os bonecos, pois não conseguirá passar para ele, os sentimentos necessários. Pois o ator manipulador, fica neutro em relação ao seus sentimentos e tranfere todos para o boneco que está sendo manipulado. Um trabalho que exige muita concentração, talento, e muito treinamento por sinal. A ator manipulador tem que perceber, mais do que ver. Pois o ator manipulador não sabe para onde o boneco está olhando, devendo assim, perceber e ter uma concentração total do que está sendo feito, para beirar a perfeição.
 Sabemos que temos que ter em uma estrutura cênica, a paciência, o ritmo - simetria (que permite a estrutura de um espetáculo), sendo que a questão arritmica e a assimétrica (permite resolver o problema, improvisar). Portanto, o bom é que consiga aconselhar esses dois fatores. Vimos que temos que ter a economia de movimentos, sabendo-se que menos é sempre mais. Perceber a distribuição da cena, tendo sempre uma pessoa que será o condutor daquela respectiva cena. Ter muita atenção no ritmo da música que está tocando, devendo-se também, ouvir e sentir o que está sendo ouvido e transmitir tais emoções para o nosso corpo e para as devidas ações. E vimos que temos que ter 5 tipos de consciência em cena, que são:
1- de si mesmo
2- do outro ator que está em cena
3- do espaço
4- da música
5- da luz
 E para encerrar, vimos rapidamente a montagem de um dos bonecos que são usados nos espetáculos do grupo. Foi um bate papo muito agradável, mais uma troca de experiência muito válida, com pessoas que já estão na área artística por muito tempo, e que tem muita coisa para passar para os atores jovens que estão chegando.
 Desejo muito sucesso a vocês, Grupo Contadores de Estórias de Paraty-RJ.

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