sábado, 1 de outubro de 2011

Talvez, a última apresentação...

 Dia 29/09 (quinta-feira) foi um dos dias que se tornaram inesquecíveis para mim. Foi o dia talvez, da última apresentação da Valsa nº 6, de Nelson Rodrigues. Chegamos ao espaço por volta das 16.30, mas somente começamos a ensaiar, ou melhor, adaptar o espetáculo ao espaço, após as 17.30 hr. Isso que a apresentação teria início ás 20.30 hr. Algumas pessoas chegaram um pouco mais tarde por conta de trabalho e até de morar fora, mas fomos adaptando com quem já estava no local.
 Várias idéias foram dadas para fazer a adaptação, mas ainda não estávamos envolvidos no ensaio. Estávamos talvez um pouco moles, com uma certa preguica, mas que com o decorrer do tempo foi melhorando. Ainda na correria, formamos uma roda antes de darmos início ao espetáculo, e houve até uma certa desavença entre algumas pessoas, mas tudo em prol do melhor do grupo.
 E o resultado desse esforço foi visto na nossa apresentação, onde cada um se doou o máximo que pode, e fez a peça acontecer. É óbvio que temos que melhorar muito ainda, e nunca temos que achar que estamos bons, para não relaxarmos. Mas acredito que, se foi a última apresentação da Valsa, fechamos com chave de ouro, pois se via que o público estava ali com a gente o tempo todo, de corpo e alma.
 Após o espetáculo conversava com dois amigos que também fazem teatro, e eles elogiaram demais a postura individual e coletiva do grupo. Viu que tínhamos um nível muito bom, e que estávamos focados no que teríamos que fazer. Elogios verdadeiros e sinceros, e que com certeza só faz a acrescentar a um trabalho que foi bem trabalhoso e agradável...Já bate uma saudade, pois talvez o lance mais legal de apresentar a Valsa, é a questão de cada espetáculo ser diferente um do outro, pois temos que adaptar no dia, momentos antes da apresentação o que faremos mais tarde, idéias novas aparecem, imprevistos acontecem, mas nada deixando o ritmo do espetáculo cair um minuto sequer.
 Só tenho a agradecer aos professores João Paulo Fernandes, Renata Torraca, André Cruz (todos presentes no espetáculo) pela a contribuição que estão nos dando a cada dia no nosso crescimento profissional e consequentemente pessoal. Um agradecimento muito especial também ao Leo Santarosa e a todos do Teatro Santarosa, que foram muito gentis e cordiais.
 Agora é partir para os próximos trabalhos...deixar a Sônia descansar um pouco, e acordar o José, pra ver no que vai dar...

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