Ontem dia 05/02 foi o segundo e último dia do curso de palhaço com o grupo Jogando no Quintal. E como já esperado, seria um dia em que pegaríamos bem mais firme a parte corporal, pois palhaço sem o corpo não é nada. Iniciamos fazendo alguns alongamentos, onde já se pode perceber como estávamos enferrujados. Mas o importante desses exercícios era ter a nossa consciência corporal, conhecermos bem o nosso corpo.
Fizemos vários exercícios onde teríamos que fazer movimentos aleatórios, deixando aparecer outros movimentos, em seguida aparecer uma idéia, e dessa idéia colocar o que lhe vem a cabeça em prática, e sempre deixando um movimento levar ao outro, sem falar e quando se achasse necessário, podendo jogar com o outro palhaço. Outro exercício foi de nos movimentos como se fossemos apenas o esqueleto do nosso corpo, depois somente os músculos e depois somente a pele, e no decorrer do exercício, cada um ia tentando achar a sua "família", que nem sempre era a correta. Também nos "transformamos" em instrumentos de algumas músicas que estavam tocando, e a partir desses movimentos que fazíamos com o corpo para caracterizar que éramos tal instrumento, passávamos a fazer coisas do cotidiano através desses movimentos e indo até onde a imaginação nos levava. Outro bem legal também, foi o de nos movimentarmos com a ponta do pé, depois somente com o calcanhar, depois somente com a parte externa e por último a parte interna do nosso pé, mas sempre levando o nosso corpo junto com a gente, deixando-nos perceber, que podemos ser e fazer tudo o que quisermos, basta nós acreditarmos naquilo que fazemos e fazermos com paixão, com vontade e acima de tudo, com alegria.
Outro exercício também bem legal foi o de fazermos alguma ação sempre que nos fosse mandados. Às vezes deslizávamos, ou flutuava, cortava, pontuava, torcia e etc...depois misturávamos tudo, e ia virando uma coisa muito louca, mas muito produtiva e legal, porque estávamos acreditando naquilo que fazíamos. E sempre lembrando que para se tirar a "máscara", temos sempre que virar de costas para o público não perder o encanto. Temos que saber que a partir do momento que colocamos a máscara, ligamos o botãozinho e não estamos mais nem ai para o ridículo...tudo é engraçado, tudo é mágico para o palhaço, até o ponto que ele quer que seja. A alegria tem que estar em seus olhos...eles dizem tudo, junto com o corpo...é incrível.
E para encerrar depois de tudo o que passamos juntos nesse fim de semana, formamos uma roda onde cada um ia passando e parando em frente ao outro, e apenas com o olhar, transmitir o que essa pessoa que estava a sua frente lhe ofereceu de bom, o que aprendeu com ela...e foi inevitável. Foram dois dias tão prazerosos que não conseguiamos ficar apenas no olhar. Acabou rolando abraços, apertos de mãos, lágrimas...muito mágico esse momento. Sendo que ao final, nos apresentamos rapidamente falando o nome de cada um, sua profissão e o porque estava fazendo aquela oficina...
Advogado, vendedore, jornalista, enfermeira, atriz...todos juntos com apenas um propósito...conhecer e aprofundar sempre mais na arte do palhaço. Dias inesquecíveis que ficarão para sempre em minha memória...obrigado a todos, ao Jogando no Quintal e principalmente a Gabriella Argento que com seu jeito carinhoso e delicado, pode nos proporcionar momentos tão agradáveis...até a próxima família e vamos em frente...
Nenhum comentário:
Postar um comentário