Hoje começamos a aula, fazendo um exercício onde tínhamos que ficar deitados e com os olhos fechados e ir normalizando a respiração. Depois, precisavamos fazer movimentos, que iam até do maior e mais elástico possível, até o menor, tentando preencher o máximo e o mínico de espaço possível. E sempre com os olhos fechados. Ai começamos a procurar alguém para fazer uma dupla. A partir do momento que iam se formando as duplas, iam se levantando e andando pelo o espaço. Eu, pra variar, fiquei por ultimo, navegando, navegando, até que veio uma mão acolhedora, rsrs, e me juntou com outras duas pessoas.
Começamos a preencher os espaços vagos que tinhamos um no outro, em todos os planos, alto, médio e baixo. E a partir do momento que terminavamos um movimento, tinhamos que ficar parados, como se fosse uma foto, e depois começar tudo novamente. A partir de um determinado momento, começamos a nos juntar a outras pessoas, e não deixando de preencher os espaços vazios, e sempre de olhos fechados, até que todos se juntaram num grupo só. Ai aos poucos iamos nos desfazendo e tinhamos que ficar com as nossas duplas, no meio daquela "bagunça", até achar, já viu né...
Acabando esse exercício, ouvimos uma música, pelo qual tinhamos que prestar bem atenção em tudo que ela continha, letra, arranjo, os sons, ver o que esse determinado som ou a música, nos proporcionava. A partir dessa música, fizemos uma cena livre.
O que se viu, foi uma variação de cenas, e tipos feitos...que é sempre bom, ter essa variedade de pensamentos. Alguns partiram pra expressão corporal, outros usaram a fala, outros somente movimentos sem falas e por ai vai.
O que percebi, é que temos que sempre nos atentar aos movimentos óbvios, tentar fazer algo diferente. Tomar cuidado, com a diferença de línguas que estamos querendo fazer. Pois as vezes, estamos passando uma coisa com o corpo, e com a expressão, mas que sem a fala, pode levar para outro tipo de cena, e não o que queriamos passar para o público. Devemos ter sempre consciência do nosso espaço cênico, saber que não devemos ir além de onde deveriamos ir realmente, a não ser que seja essa a proposta da cena.
Vimos também que as vezes as pessoas confundem a teatralidade com o exagero nos movimentos, o que não é verdade.
Devemos olhar o nosso companheiro sempre como personagem, e nunca como o ator. Esse é o primeiro passo para levarmos a verdade em cena. Enquanto não enxergarmos isso, não conseguiremos passar para o público a real intenção esperada. Tomar cuidado com a tensão nos movimentos, que nem sempre são necessários para determinado tipo de cena que está sendo feito. Cada gesto, movimento, fala e etc, temos que saber pelo qual motivo estamos fazendo aquilo. Temos que saber onde estamos, não podemos fazer nada em vão, fazer movimentos por fazer, tem que ter sempre um motivo para tal ação.
E não podemos esquecer nunca "Onde, O que, e Quando", quando estamos fazendo uma cena.
Foi indicado hoje um filme chamado "Jogo de Cena", pelo qual devemos refletir sobre a verdade cênica. Há mais verdade cênica na cena dramática ou fora dela??
Ah galera, e o Le esqueceu de passar na sala hoje, de uma oficina cultural chamada "Preparando a Cena", de Graça Berma. Fica na rua Visconde de Inhaúma n. 490, 1º andar, centro.
Inscrições até o dia 30/03/2011. Interessados favor mandar carta de interesse e currículo para:
candidoportinari@oficinasculturais.org.br ou ligue 3625.6161 / 3625.6970
Dia 15/04 (sexta feira) - das 17 hr às 22 hr
Dias 16 e 17/04 (sábado e domingo) - das 11 hr às 13h 30 e das 15 hr às 20 hr.
E não esquecem, amanhã prova de fechamento do módulo de Expressão Corporal do André...Merdaaaa
Algum de vocês sabe o nome da música? Gostei tanto dela que gostaria de ouvi-la novamente rsrsrs, beijooo
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